A deusa grega Cachaça e sua história.
Tá pensando que esse blog só fala de álcool? De porre? De birita? Que nada! Bluiz também é cultura! Confiram um pouco da estória da deusa grega Cachaça, muito intrigante!

Busto de Cachaça.
Cachaça (em grego, Π@ρ#ομ?!ηθε$ύς — “líquido dos deuses”) é uma deusa grega, filha do titã Engenho e de Cana, também chamada de Cana-de-açúcar, e irmão de Pinga, Mé e Aguardente. É mãe de Porre. Segundo outra tradição minoritária, Cachaça nasceu da união de Fermentação e de seu amante, o gigante Glicose.
Foi a deusa que criou os homens como eles realmente são, com seu irmão Garçom, e que também roubou a embriaguez dos deuses para presentear às suas criações.
Zeus ficou ressentido com Cachaça. Tão grande era o seu teor alcoólico que ele e os demais deuses estavam o tempo todo fazendo cara feia ao ingeri-la. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Açúcar (titã grego já unido a Gelo), (segundo Homero, Cachaça e Açúcar se amavam, mas pela doçura excessiva, Cachaça começou a trair o marido com Limão).

Gelo, Açúcar, Limão e Cachaça (ao centro).
Os relatos de Homero também dão contam de grandes e memoráveis orgias realizadas no Monte Coqueteleira. Lá uniam-se num mesmo templo Cachaça, Açúcar, Gelo e Limão. A força de tal encontro era tanta que a terra agitava-se e após algumas chacoalhadas o Monte Coqueteleira expelia um líquido doce e afrodisíaco. Desta união surgiu Caipirinha.
Suas festas eram chamadas de cachaçadas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Botequim e Cabaré. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a garrafa, o copo, o palito de dente, o torresminho e o engov. Entre seus protegidos contam-se os bêbados e os festeiros.

Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Cachaça passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado da sexualidade liberal que ela causava nos mortais. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa.